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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ao lado...
Pois é, andamos todos uma casa ao lado. Alguns até duas, ou três... Eu pelo menos ando. Que fazer? Quando a lucidez desaparece das cabeças pensantes e se delas só brota disparate? Que fazer? Quando o cinismo e o sarcasmo tomam conta da inteligência das pessoas, das coisas mais importantes que temos e da qual nos esquecemos em momentos de fúria... Que fazer? Quando nos tomam por imbecis, frágeis, ingénuos, os verdadeiros "patos que se comem de cebolada!" É... mas às vezes a coisa falha, precisamente porque estamos na casa ao lado... E toda a falta de inteligência, o sarcasmo, os insultos, a fúria e tudo o resto passa-nos, literalmente, ao lado.
Resta-me esperar estar na casa certa, no momento certo.
Até lá, malandrice acima de tudo (infelizmente) que é coisa que, pois claro!, tem de ser...
(e vivam os anti-depressivos e o Yoga que nos mantêm lúcidos e calmos - Zens - nos momentos chave!)
Resta-me esperar estar na casa certa, no momento certo.
Até lá, malandrice acima de tudo (infelizmente) que é coisa que, pois claro!, tem de ser...
(e vivam os anti-depressivos e o Yoga que nos mantêm lúcidos e calmos - Zens - nos momentos chave!)
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Canção ao lado
Desculpem todos os homens estudantes,
espíritos poetas, almas delicadas.
A falsidade do meu génio e das minhas palavras.
E é daí a lição que eu canto,
cada vida um espanto que é do bela graça,
mas eu só ambiciono arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
de trato estucadores e serventes poetas;
e poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína o pescador humilde,
a varina modesta;
e tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Por não fazer o que mais gosto
eu canto com desgosto, farto de aqui estar;
e algures sei que alguém mal disposto
ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem...
é sempre o que vem que nos vai valer;
porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
E é a mudar que vos proponho!
Não é um posso medonho em negras utopias;
é tão simples como mudarem de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!
Um verdadeiro hino a todos os malandros! Deolinda num dos seus melhores!
espíritos poetas, almas delicadas.
A falsidade do meu génio e das minhas palavras.
E é daí a lição que eu canto,
cada vida um espanto que é do bela graça,
mas eu só ambiciono arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
de trato estucadores e serventes poetas;
e poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína o pescador humilde,
a varina modesta;
e tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Por não fazer o que mais gosto
eu canto com desgosto, farto de aqui estar;
e algures sei que alguém mal disposto
ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem...
é sempre o que vem que nos vai valer;
porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
Desculpem lá qualquer coisinha
mas não está cá quem canta o fado.
Se era pra ouvir a Deolinda,
entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
E é a mudar que vos proponho!
Não é um posso medonho em negras utopias;
é tão simples como mudarem de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!
Um verdadeiro hino a todos os malandros! Deolinda num dos seus melhores!
sábado, 3 de janeiro de 2009
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Fase cinzenta
No último post estava numa fase negra. O facto de estarmos esgotados leva-nos tudo o que será aprazível, até os pensamentos e as emoções. Aliás, os pensamentos e as emoções! Neste momento considero que estou numa fase menos escura, estou a passar pela área cinzenta, está a tornar-se tudo mais claro, até as ideias e a confusão que ía na minha cabeça e na alma começa a organizar-se (e ainda bem, já começa a ser tempo!). Como dizia, encontro-me na fase cinzentinha, assim a fugir para o clarinho e, uma vez que se aproxima a época natalícia, posso até dizer que estou na zona cinza prateada…
Ontem, enquanto fui e vim num breve passeio, acompanhada apenas pelo mp3, dei por mim a ouvir com atenção uma música. Estranhamente, este álbum acompanhou-me em todas as minhas férias, no Caminho de Santiago e continua no mp3, mais porque ainda não resolvi mudar as músicas e variar, mas só ontem me apercebi da letra e só ontem me deu um “click”. Há múscas que nos fazem mesmo bem. Esta musicoterapia de ontem fez.
A cantora é Sara Bareilles, a música “Many the miles” do álbum Little Voice (que eu aconselho vivamente) e começa por dizer “There’s too many things that I haven’t done yet, too many sunsets I haven’t seen”
É desta forma que a vida tem de ser encarada. É muito fácil dizer isto agora, difícil é manter os conselhos que damos aos outros e que tentamos dar a nós próprios. Mas já é um começo pelo menos encarar as coisas assim.
Aguardo a fase clara ansiosamente. Quero voltar ao trabalho e melhorar. Pode ser que o tópico da Sara Bareilles dê efeito.
Até lá, malandros, resta-me malandrar por mais uns dias em casa, a pastilhar e a dormir e a aguardar.
Ontem, enquanto fui e vim num breve passeio, acompanhada apenas pelo mp3, dei por mim a ouvir com atenção uma música. Estranhamente, este álbum acompanhou-me em todas as minhas férias, no Caminho de Santiago e continua no mp3, mais porque ainda não resolvi mudar as músicas e variar, mas só ontem me apercebi da letra e só ontem me deu um “click”. Há múscas que nos fazem mesmo bem. Esta musicoterapia de ontem fez.
A cantora é Sara Bareilles, a música “Many the miles” do álbum Little Voice (que eu aconselho vivamente) e começa por dizer “There’s too many things that I haven’t done yet, too many sunsets I haven’t seen”
É desta forma que a vida tem de ser encarada. É muito fácil dizer isto agora, difícil é manter os conselhos que damos aos outros e que tentamos dar a nós próprios. Mas já é um começo pelo menos encarar as coisas assim.
Aguardo a fase clara ansiosamente. Quero voltar ao trabalho e melhorar. Pode ser que o tópico da Sara Bareilles dê efeito.
Até lá, malandros, resta-me malandrar por mais uns dias em casa, a pastilhar e a dormir e a aguardar.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
P*** de vida
Estou a minutos de fazer 35 anos. 35 anos... como alguém uma vez disse "ninguém tos dá, mas também ninguém tos tira!"
Estou a minutos de entrar na idade que marcaria o auge da minha vida, e entro nela com anti-depressivos e qualquer outra coisa que me porá a dormir. Para recuperar, diz a médica. Recuperar do stress, do trabalho, do stress que o trabalho me causa. Em casa. É triste.
Devia eu, daqui a nada, estar nos braços de alguém, feliz da vida, rodeada de crianças, mas não. Daqui a nada estarei nos braços confortáveis da minha mãe e do meu pai, porque aos 35 anos ainda são a minha companhia e quem me dá guarida. A velha história da "cama, mesa e roupa lavada" porque, infelizmente não dá para arriscar a mais do que viver, a sobreviver fora de casa.
Hoje deveria estar contente, mas não. Este estado depressivo dá cabo de mim e da minha alegria de viver (que tenho, quem me conhece sabe que sim), mas hoje, particularmente hoje, não.
Não é o fim do mundo! É só um esgotamento e são só os meus 35 anos! Porra!
Tal como a Floribela, neste momento "estou um pouco confusa". Pode ser que daqui a um ano as ideias já tenham sido ordenadas, o stress do trabalho já tenha parado e já esteja, finalmente, nos braços de alguém e rodeada de crianças.
Mas, até lá, o que me apraz dizer neste momento é, pura e simplesmente, puta de vida!
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