quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Monólogo de uma Mulher moderna...

Ai a preguiça, a preguiça... a malandrice, a mandriagem e afins...

É... deu-me assim a malandrice de vir aqui deixar as minhas coisas. Poderia ter feito um comentário a uma notícia que li num jornal, aqui há umas semanas, sobre terroristas islâmicos condenados pelos acontecimentos na vizinha Espanha, e que foram condenados a não-sei-quantos MIL anos de prisão. Ora isto em Espanha, porque se fosse aqui, atrever-me-ia a dizer que "Sim senhor! mas daqui a meia dúzia de anos estão cá fora por bom comportamento..." porque, infelizmente, este é o sistema penal que temos. Temos pena!

Mas não! Desta vez ponho a crítica social de lado e partilho com quem queira ler um monólogo que me chegou por mail e com o qual eu muito me identifico, pois claro!

Aqui vai ele. Disfrutem, malandras!


São 5.30H da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje.

Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores. Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de pôr o cérebro a funcionar.

Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?

Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos. A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.

Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de crédito, a Internet!

Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!

Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre vamos conquistar o nosso espaço! Que espaço?! Que caraças!

Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!!

Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem à frente dos amigos e agora?

Onde é que eles estão???
Nosso espaço???!!!

Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.

Essa piada..., acabou por encher-nos de deveres.

E o pior de tudo acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!!

Antigamente os casamentos eram para sempre. Porquê?

Digam-me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos?

A quem ocorreu tal ideia?

Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Além de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manha desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.

E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no trânsito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!

E olhem que tínhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!!

Que desastre!

Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira?? Basta!!! Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!

Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demonstrá-lo a eles??

Ai meu Deus, são 6.10H, e tenho que levantar-me da cama...

Que fria está esta solitária e enorme cama!

Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente no sofá e me diga: Meu amor não me trazes um whisky por favor? Ou: O que há para jantar? Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.

Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?

Não minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais....e idiotas!

Estou a falar muito seriamente:
ABDICO DO MEU POSTO DE MULHER MODERNA !!!
E DIGO MAIS: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!


Nem mais!

sábado, 15 de setembro de 2007

Abram alas p'rá Kitty...

No seu carro a bu-zi-nar...
Fom, fom, fom!

(Desculpem, não resisti à malandrice!)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O mundo da bola é mesmo irónico...

Pois é, senhores, o mundo da bola é mesmo irónico... se não, vejam o que se passou na passada 4ª feira, dia em que jogou a Nossa Selecção (segundo o que dizem)...

Após o sucesso do Euro 2004, organizado por Portugal, este evento tornou-se um "case study" para os próximos organizadores e, pelo que parece, em todos os aspectos que envolvem um evento desta envergadura. Os últimos a estarem presentes no nosso País, à beira mal plantado, foram os responsáveis pela Segurança. Ao que parece, quer dentro dos Estádios, quer fora e pelas diferentes cidades por onde passou o Europeu, tudo foi irrepreensível em termos de segurança e organização pública. Pelo que disseram, as nossas forças policiais matinham a ordem sendo "firmes e amigáveis ao mesmo tempo", mostrando-se como um fiel da balança. Este é, sem dúvida, aquele tipo de coisa que todos nós gostamos de saber. Só devemos ficar orgulhos pela nossa capacidade de organização, que aliás já se tinha mostrado antes. Nós, portugueses, é que temos a mania que não fazemos nada de jeito. Somos sempre os desgraçadinhos, os coitadinhos, quando afinal, com empenho e trabalho, fazemos, e melhor!, muito.

Voltando à ironia... isto da "Acção de Formação" das forças de segurança foi durante o dia. À noite jogou a Nossa Selecção (segundo o que dizem...) e os rapazes até se estavam a safar... até que lhes deu uma crise aguda de malandragem e parece que se esqueceram do que é que estavam ali a fazer. (Pois esta é a altura em que eu digo que esta não é a minha selecção... porque se fosse minha, metade dos jogadores tinham sido despedidos no final daquele jogo! Se aquela é a profissão deles, que a façam bem, no mínimo!) Mas, a !cereja no topo do bolo" está quando, no (quase) final do jogo - porque não percebi nem quando, nem como, nem porquê que o jogo acabou naquela altura - eis que o Nosso Seleccionador (também segundo o que dizem...) vai de punho em riste numa quase agressão a um jogador da outra Selecção. Agressão ou reacção ou seja lá o que for que lhe chamaram... ânimos exaltados foram de certeza!

Isto tudo para chegar à seguinte conclusão:
- andam as cabeças pensantes e outros malandros a estudar a Segurança do Euro dentro dos Estádios e fora deles e andam os outros, os que deveriam zelar pelo Fair Play, a degladiarem-se, não dentro do estádio, mas dentro DAS 4 LINHAS!!!

Ora digam-me lá, malandros, se isto é ou não a ironia do mundo da bola...

sábado, 8 de setembro de 2007

ACANAC - parte III

O início de tudo...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

ACANAC - parte II

Singuin Gai Ai...

E aí vamos nós! Tivemos de trabalhar durante quase um ano para preparar esta ida e eis que finalmente chega o dia. Já sabemos, pelo que ouvimos dizer, que os Acampamento Nacionais são experiências únicas e que marcam MUITO: ou MUITO mal ou MUITO bem. Quanto a nós, espero que marquem pela positiva, sinceramente. Nunca estive num Nacional, e embora tenha sido coordenadora de parte de um Acampamento Regional, por motivos profissionais tive de "passar a pasta" e com isso, toda a experiência e a oportunidade única de ser Chefe de Campo da 1ª Secção. Mas enfim, são opções que, embora custem, têm de ser feitas...
Voltando ao Nacional. Esperava-nos o calor, isso sabíamos, e não sabíamos que mais nos esperava. Vamos indo e vamos vendo...

Dia 1 (31 Jul, 3ª feira) - a chegada

Depois de descarregarmos todo o nosso material e o da 1ª Secção, fomos fazer o "Check In". Digamos que nestas andanças perdemos a tarde toda, a stressar com aspectos burocráticos (sim! burocracias para lá da minha competência!) e depois ir a correr tentar montar a tenda no espaço exíguo que nos deixaram. Para além do espaço ser à justa para a nossa tenda, o chão era duro como cornadura! o que quer dizer que ao fim de muito tempo, muito suor, muita marteladela e o apoio dos vizinhos de Guimarães, que nos cederam uns pregos de aço, lá conseguimos montar a tenda... não muito bem, mas teria de servir! O jantar foi Guimarães que o preparou a contar connosco e isso foi, sem dúvida, o primeiro sinal que as coisas até poderiam correr bem. O facto de nos sentirmos apoiados pelos outros, pessoas que nunca vimos e que não conhecemos... mas sim, este é também o Espírito Escutista.

Dia 2 (1 Ago, 4ª feira) - a Renovação da promessa e o Hike

Alvorada às 6h da manhã. Às 8h teríamos de estar todos, os 10 000 escuteiros presentes em Idanha-a-Nova, mas mesmo todos, devidamente uniformizados, na Arena Central do Campo para, em conjunto com os Escuteiros de todo o Mundo, à mesma hora, fazermos a Renovação da nossa Promessa. A Cerimónia, propriamente dita, foram 2 minutos, o atraso foi de 20 minutos... mas a emoção é sempre muita. Não larguei o meu lenço branco durante o Acampamento. Pesa, não só com o lixo e com as recordações, mas com a responsabilidade e o compromisso!

Depois disto, às 10h, saímos para um Hike de 2 dias. A distância era pequena, 7 km, mas o calor dificulta sempre a caminhada. O calor, a sede, as pernas pesadas e mal habituadas, as bolhas, a preguiça... enfim, havia de tudo. Não estava a correr mal, os momentos foram (mais ou menos) cumpridos e por fim lá chegamos ao nosso destino, Santuário da Sra do Loreto em Alcafozes, ao final da tarde. Até aqui, tudo bem, muito bem...

A partir daqui, tudo mal, muito mal... É! o jantar tardou em chegar. Tardou e muito! Os malandros da Alimentação e da Logística falharam nalguns, pequeníssimos, pormenores... como por exemplo, transportar alimentos confeccionados, sob a canícula de Idanha em carrinhas normais, nem frigorícas nem refrigeradas??? O que é que poderia acontecer?, devem ter perguntado aqueles senhores. Aconteceu o que acontece em nossa casa... a comida freve e estraga-se! ó inteligentes! Adiante... Fomos esperando e a paciência foi-se esgotando à medida que as horas passavam. O jantar chegou, finalmente, quase à meia noite, para ser ainda confeccionado. Pensam em tudo aqueles senhores! De salientar ainda que o almoço volante que nos deram foi uma sandes, um sumo e uma peça de fruta. Se levaste alguns mantimentos contigo, safaste-te; se não levaste, pois azar! Ah, e as sandes tinham maionese. Alimentação óptima, portanto, para quem vai caminhar debaixo de 40º C, mesmo a temperatura indicada para a conservação das sandes. Pronto, depois da exaltação veio o sossego. As coisas até ficaram mais ou menos sanadas, lá foram os Chefes de Campo pedir desculpa pelos outros, e lá foi o Assistente de Campo dar-nos as boas noites, não sem antes nos ter feito esperar uma boa meia hora (enfim, coisa que não tivéssemos habituados a fazer...)

Dia 3 (2 Ago, 5ª feira) - o regresso do Hike

Acordámos uma hora depois do habitual, já com o pequeno almoço entregue para tomarmos mal acordássemos. Não teríamos de esperar pelo pequeno almoço! Que bem! Estes gajos são uns amores… malandros! mas uns amores... Antes ainda do pequeno almoço tivemos uma situação desagradável. Havia coisas remexidas de duas Caminheiras e tinham desaparecido documentos também. Todos os papéis que nos tinham dado para as reflexões durante o caminho também tinham "voado". Alguém que não gostou muito da nossa presença por lá... Depois deste incidente, que só veio espicaçar novamente os ânimos, as coisas voltaram a serenar quando nos propuseram o Serviço. É claro que com uma sachola nas mãos, os ânimos acalmam, podes sempre vingar-te na sachola ou no mato que estás a limpar... correu bem, o Serviço. Depois o regresso.



Ai o regresso... bolas que há gente lenta! a parar em todas as sombras do caminho... bolas! Lá conseguimos chegar à Sra do Almortão mesmo a tempo de uma cerimónia que não vimos porque ALGUÉM NÃO NOS DISSE O QUE SE IRIA PASSAR!!! Pois é, depois do Hike, perdeu-se o significado todo da coisa porque o nosso queridíssimo Chefe de Tribo não nos disse o que iria acontecer quando chegássemos e preferiu ir refrescar-se para o bar. Nada contra! Eu também fui. Mas se nos tivesse dito alguma coisa, não tinha ficado! Adiante... Regressamos ao Campo ao som dos cânticos propositadamente feitos para o momento: "É uma vergonha, la la la la la..." e o sucesso de vendas:

"Nós temos fome, nós temos fome
Nós temos fome, queremos comer
E se o almoço é uma sande
Como é que queres que eu ande!"

LINDO! Um sucessão!


Dia 4 (3 Ago, 6ª feira) – Dádiva de Sangue

Acordámos cedo, como sempre e depois do pequeno almoço começamo-nos a dividir por grupos. Hoje, quem quisesse (e ainda bem que foi assim, que eu não iria nem que me pagassem! Desculpem, mas isso, não…) poderia ir até Idanha-a-Nova dar sangue. O Pavilhão Desportivo de Idanha transformou-se num grande centro de recolha de sangue. Eu aproveitei a boleia para ir ver se conseguia comprar uns óculos, que os meus partiram logo no primeiro dia de Acampamento. É claro que não arranjei nada. Mesmo a funcionária da única Óptica existente em Idanha-a-Nova me disse, quando viu os meus óculos partidos ao meio “Ó menina, estamos em Idanha…” que foi o mesmo que dizer “Olha lá, ainda não reparaste que estás no fim do mundo e que aqui não há nada???” Fiquei esclarecida! Regressei ao Campo. Os que não tinham ido dar sangue, estariam distribuídos em ateliers vários e de temas (muito…) interessantes. Obrigatório mesmo era a passagem pela Capela e que se cumprisse algum Serviço lá. Depois a escolha era variada: Bombeiros, Ordem de Malta, Orientação, AMI – que viemos depois a saber que afinal era AI (Amnistia Internacional) e outros que não me recordo. Neste vai e vem passou a manhã. Depois do almoço, o calor apertava e, ao que parece, a malandragem foi geral. A participação nos ateliers foi muito baixa, já que os Caminheiros preferiram ficar nas suas Tribos à sombra ou então, uma actividade muito escutista, sem dúvida!, a emborcar litradas de cerveja no Bar do campo da IV ou no dos Serviços Gerais. Este foi o dia com as actividades MAIS ESCUTISTAS de todo o Acampamento, ai foi, foi…
À noite, momento de reflexão Taizé. Eu não assisti… sem óculos e sem luz era muito complicado para mim acompanhar fosse o que fosse. As imagens projectadas dos vídeo-walls mal conseguia ver, não conseguia distinguir até quem me dizia “boa noite” junto à Arena Central… regressei à tenda. Mas sei que, para além de outras coisas, transportaram as pedras que nos tinham dado durante o hike com as nossas mensagens para um mural. Tudo cheio de muito significado.

Dia 5 (4 Ago, sábado) – O dia do “castigo” e da Blogosfeira

Vamos por partes.

Para começar, hoje tivemos a melhor alvorada. Ao contrário do que era costume, e em vez de acordarmos ao som de tachos e tampas a bater, ao barulho ensurdecedor que faziam nas alvoradas e que nos faz acordar logo com boa disposição… não, hoje fomos acordados ao som magnífico dos adufes. As Adufeuiras de Idanha fizeram o favor de nos acordar ao som da “Senhora do Almortão” e outras músicas. Foi o dia em que os adufes que tínhamos preparado saíram, finalmente, das tendas e tiveram alguma utilidade. Não posso deixar de mostrar o meu entusiasmo, confesso que sou um fã deste tipo de manifestações culturais, típicas da região e confesso que já tinha visto actuações de Adufeiras, mas naquele contexto tudo fica diferente. Por isso, hoje o acordar até foi bem disposto. Depois disto…

O dia do castigo
Pois é. Hoje, supostamente, teríamos um novo hike, desta vez até Idanha-a-Nova. Isso era o que toda a gente estava a contar. Mas não. Nem a pé, nem de autocarro, de forma nenhuma, não iríamos sair do Campo. Ao que parece, a dádiva de sangue do dia anterior deu para mostrar que os Caminheiros estavam “desidratados”, “exaustos” e outras coisas que tais e então acharam por bem manter-nos no “castigo” todo aquele dia. Pois claro! Então? Nós não aguentávamos 10 km de caminho até Idanha… muito menos sem cerveja a acompanhar… sim, que “em troca” do dia de descanso tiraram a cerveja do campo da IVª… que bela troca, sim senhor! Deviam ter vergonha! Isto é de bradar aos céus!!! Ora portanto, na falta de melhor, bem que tivemos de ficar sitiados. E como isto é uma democracia, paga o justo pelo pecador. Literalmente! Até a Blogosfeira, que seria realizada por terras de Idanha e que tinha sido transportada no dia anterior, por quem fosse fazer a dádiva de sangue, regressou ao Campo. Não foi Maomé à montanha, veio a montanha a Maomé – tradução: não foram os Caminheiros à Idanha para a Blogosfeira, veio a Blogosfeira para o Campo, de castigo também, certamente…

A Blogosfeira
É… foi engraçado. Todos os clãs tinham um tema para explorar e partilhar o seu ponto de vista acerca desse tema. Houve Clãs com apresentações bastante simpáticas, participadas, divertidas até. Durante 2 ou 3 horas, uma das avenidas do Campo transformou-se em “Feira” com bancas, tendas, acessórios e afins, de modo a poder partilhar com os outros o que haviam levado e preparado. Não foi mau. A iniciativa foi engraçada e permitiu o convívio e a aproximação com outros Clãs, nomeadamente os que não fazia parte da nossa Tribo ou Terra. Valeu a pena…

O “dia do castigo” acabou com o Fogo de Conselho. Preparado por Terras (que por Tribos nunca mais acabava!) teve um dos momentos altos quando entrou a Banda Plástica! Sim, havia uma Banda Plástica no Campo, claro está de um Agrupamento de Barcelos! Até o final do Acampamento, a música passou a ser entoada por todos os Caminheiros, não só pelos que faziam parte daquela Tribo. A tónica do Fogo de Conselho foi a mesma para todos as Terras. Todas elas teceram duras críticas ao que até então se tinha passado no Acampamento. O calor, a má alimentação, a água, os horários, as actividades, o álcool, os lacraus, tudo foi mencionado e tudo com um tom crítico muito forte.

Dia 6 (5 Ago, domingo) – o último dia…

Hoje calhou-nos a nós fazer a alvorada do campo. Já as outras 3 Terras o tinham feito, ontem as Adufeiras, hoje era a vez da Terra de Canaã. E assim foi. A desvantagem disto é que é preciso acordar mais cedo que todos os outros… mas enfim. Lá nos munimos de tachos e panelas, partos e canecas, apitos e tudo o que pudesse fazer barulho. A vantagem em ser o último é a da vingança! Pois… e vingámo-nos! Não houve tenda que escapasse ao barulho! Que bela alvorada a dos outros, eh, eh eh… Malandros!Depois desta belíssima e calmíssima alvorada lá nos deram um “presente de despedida”… já todas as Secções tinham ido à Barragem, excepto os Caminheiros. Pena foi que o dia reservado para irmos tivesse sido no dia em que a manhã acordou cinzenta e com uns pingos de chuva à mistura. Lá nos preparámos e lá fomos, quase obrigados e de consciência pesada por nos terem dado aquela oportunidade e nós quase a recusarmos… (pelo menos foi o que algumas pessoas deixaram transparecer…) Bem, quase uma hora de caminho depois chegámos finalmente à Barragem para dar um mergulho rápido e espairecer… Não havia muito tempo, mas pelo menos deu para ir até lá e regressar. Felizmente a manhã compôs-se, meio cinzenta mas muito quente.

Quando chegámos ao Campo tínhamos o nosso Chefe de Agrupamento à espera. Sim, porque hoje era dia de visita. Os pais da Babe I. também lá foram e aproveitámos o momento para presentear o nosso CC com uma T-shirt feita pelos Caminheiros. Puderam presenciar o ritual diário dos escuteiros correrem e colocarem-se atrás do camião cisterna, que passava nos Campos para assentar o pó, e tomar um refrescante banho. O camião cisterna era assim como uma dádiva! Nunca vi tanta gente ficar tão contente por ver um camião cisterna a aproximar-se, mas como eu disse, tudo ali se torna diferente…Depois do almoço, o banho e o uniforme. Sim, que às 18h tínhamos a Eucaristia e posteriormente o Encerramento na Senhora do Almortão. Lá fomos nós, a pé, como convém, até à Senhora do Almortão. Debaixo do calor que se fazia sentir e da inactividade, juntando talvez a alimentação racionalizada, os Exploradores e os Lobitos começaram a dar sinais de fraqueza e de cansaço. Alguns não resistam e os Médicos de Campo presentes não tinham mãos a medir (isso também se notou dentro dos Campos de cada uma das Secções).

Depois da eucaristia, lá tivemos de esperar mais umas horas até sermos chamados para jantar. Nada a que não estivéssemos já acostumados. Só perto da meia noite fomos jantar e depois regressamos ao Campo. Foi-nos pedido que nos juntássemos para um encerramento nosso, de Tribo, mas o cansaço venceu-nos. Não fomos. Acabei por adormecer uniformizada…

Dia 7 (6 Ago, 2ª feira) – o regresso a casa

Último dia, o final, mesmo. O finzinho de tudo… Desmontámos a tenda, arrumámos as nossas coisas, ajudámos a desmontar os espaços dos outros, começámos as despedidas, as ofertas do que tínhamos preparado para os outros Agrupamento, a troca de contactos, os abraços sentidos, os “até breve, mesmo!”, as despedidas fáceis, as despedidas difíceis e as outras mais difíceis ainda… A manhã resumiu-se a isto. Até ao meio-dia, hora em que vieram carregar o nosso material, foi nisto que andámos. O Agrupamento do SSSacramento esteve connosco até ao último momento. Aquele que foi o Agrupamento a que mais nos chegámos (o que não era difícil dada a proximidade).
Na entrada do Campo encontrámos os Lobitos e com eles ficámos até o momento em que o nosso autocarro chegou finalmente, quase 4 horas depois do previsto.
Ainda regressámos ao Campo da IVª. A ideia era ir buscar uma recordação mas já estava tudo desmontado. O Clã do SSSacramento estava a acabar de carregar o material para se ir embora. Foi a última despedia. E depois, a derradeira despedida foi no mural construído com as pedras de xisto de cada um dos Caminheiros presentes no Rover. A ultima foto, a última despedida ao Campo.

Chegámos ao nosso Agrupamento às 20h. Os pais esperavam-nos. O sorriso rasgados dos escuteiros dizia tudo! Não podia ter sido de outra maneira! O nosso Rover e o ACANAC deixa memórias, marcas, tanto positivas como negativas, marca a diferença, o crescimento. Foi realmente uma experiência que marcou MUITO! Muito, mesmo.

Venham os próximos!

ACANAC - parte I


ACANAC – a unicidade e a multiplicidade

31 de Julho, a data que marcava o início de uma experiência para a qual partíamos com uma determinada expectativa e que esperávamos todos que fosse, em muito, superada. Até 6 de Agosto, tudo poderia acontecer.

31 de Julho foi o dia em que começou a Grande Festa da Comemoração do Centenário do Escutismo com o Acampamento Nacional. A primeira reacção do Clã S. Francisco Xavier do 521 Senhora da Hora foi quase de “tirem-me daqui!”: o local que nos tinham destinado não era o melhor, na realidade era pequeno para a nossa tenda, era tarde e o tempo esgotava-se, o calor e o pó eram um transtorno… mas logo a “Comissão de Boas Vindas” mostrou-se através do Agrupamento de Guimarães. A partir daí as coisas só poderiam começar a correr bem… E assim foi.

Dizem os entendidos que os obstáculos só nos tornam mais fortes e o Hike, com todas as contrariedades, todos os descontentamentos e todos os problemas que surgiram, serviu exactamente para isso, fortalecer-nos pela superação dos obstáculos e fortalecer ligações. Depois disto, qual fome? qual sede? qual “hike” maçada tão grande! Venham mais! (mas não, não vieram… não nos “deixaram”…)

Somos todos diferentes e vimos todos de realidades diferentes. Foi isso que se notou nos dias que se passámos juntos neste Acampamento e com estas diferenças só temos a aprender, quer seja o que de melhor se faz, quer seja o que não queremos fazer de futuro…

Mas uma coisa é certa, ninguém nos tira o pó, o calor, a fome e a sede, o cansaço, mas acima de tudo, a união, as memórias que perdurarão e as amizades feitas, a experiência única. Ninguém nos tira o facto de termos sido parte integrante da História deste Movimento. Ninguém nos tira o facto de pertencermos a este grande movimento que é o CNE e agora de uma forma renovada!

Hoje já recordamos com saudade o que se passou há 2 semanas atrás. Resta-nos mater viva a memória (e a Chama) através da partilha. Assim esperamos…

domingo, 15 de julho de 2007

Shine

Estes rapazotes são do meu tempo... agora estão de volta... e até que a letra me diz alguma coisa...


You, you're such a big star to me
You're everything I wanna be
But you're stuck in a hole and I want you to get out
I don't know what there is to see
But I know it's time for you to leave
We're all just pushing along
Trying to figure it out, out, out.

All your anticipation pulls you down
When you can have it all, you can have it all.

So come on, so come on, get it on
Don't know what you're waiting for
Your time is coming don't be late, hey hey
So come on
See the light on your face
Let it shine
Just let it shine
Let it shine.

Stop being so hard on yourself
It's not good for your health
I know that you can change
So clear your head and come round
You only have to open your eyes
You might just get a big surprise
And it may feel good and you might want to smile, smile, smile.

Don't you let your demons pull you down
'Cause you can have it all, you can have it all.

Hey let me know you
You're all that matters to me
Hey let me show you
You're all that matters to me.

Hey let me love you
You're all that matters to me
Hey so come on yeah
Shine all your light over me.


"Take That" malandros!


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Vivam os fins de semana!

Ah, fim de semana, fim de semana...
Fim de semana rima com a arte de não fazer nada, ie, de malandrar. Bem, não rima... mas é verdade!
Este foi um fim de semana como já não me lembrava de ter. Malandrice quanto baste, isso sim, mas desta vez foi um bocadinho diferente. Não foi um daqueles fins de semana passados inteirinhos em frente à televisão, esparramada no sofá, a passar pelas brasas nos (enormes!!!) intervalos de qualquer coisa que esteja a dar na TV, com o tabuleiro munido de víveres para poupar a ida à cozinha (que é sempre longe que se farta para quem está a malandrar...) Este fim de semana não. Eis-me a levantar cedo no sábado, a ir à feira ver as novidades sempre na moda dos ciganos (quem é que não vai à feira só para ver as novidades dos ciganos? não havia nada de especial, digo-vos já) e depois do périplo rapidíssimo pelas bancas dos gitanos, eis-me a caminho da praia, para quê, para quê? para nada! para ir lá espreitar a areia e confirmar se o Verão já chegou ou não. Não, não chegou. Parece que ainda está a fazer as malas lá no destino longe onde está e primeiro que já chegue... pfui, com as escalas que tem de fazer, só lá para o Outono... Pois, fim de semana, feiroca, passeiozinho na praia, saladinha na esplanada e depois, mais esplanada para café e sumos até ao final da tarde numa boa companhia.
Domingo foi mais voltado para o sofázito... sim, que o Leo merece um bocadinho... Mas ainda assim, foi de uma forma diferente das outras. Mais movimentada, com direito a uma rápida visita ao Shopping (SOCORRO!) para comprar mantimentos. E a noite com os amigos fechou em beleza uma semana de cão e deu ânimo para uma semana de cachorrinho que começa.
Vivam os fins de semana! Devia haver um feriado a comemorar os fins de semana! Principalmente os que são passados na malandrice e no triângulo de sobrevivência de domingo (sofá/comando/tabuleiro)
Venham os fins de semana, já agora de sol!
Deixem-nos dizer que não fizémos nada no fim de semana e pensar "Ah, malandro...!"

sábado, 16 de junho de 2007

O tango e a malandragem

Dei por mim a pensar no que me fez a malandragem...

Alguns de vós de saberão que eu sou (ou melhor, fui, ou melhor ainda, gostaria de continuar a ser...) um bicho do palco. Já lá vão uns anos que não piso um palco a sério e que não faço nada a sério. Os tempos em que representava, dançava e cantava já lá vão. A oferta mais próxima que tenho hoje em dia é a dos míseros palcos que os Karaokes têm. Sim, confesso, sou Karaokiana, pouco convicta neste momento, mas lá vou passando uns serões agradáveis com os amigos à volta de um microfone e de uma televisão. Esta é um visão um bocado deprimente da coisa, que na realidade não é bem assim... aquilo chega a ser uma paródia, para nós Karaokianos!

Voltando ao tema, dei por mim a pensar no que me fez a malandragem quando um destes dias vasculhava no YouTube (site maravilha!) filmes sobre Tango - sim, tango argentino, pois claro! aquele dos canalhas, dos ciumentos, dos amores e desamores, aquele de arrebatar qualquer um que o dance, esse! - e eis que encontro um filme, ou melhor um excerto de um filme, que por acaso foi o que me ficou retido de todo o filme "The Tango Lesson". Nesse excerto, a actriz principal, Sally Potter, dança com três outros personagens, simultaneamente. O tango chega a ser uma dança muito rápida e intrincada até, e dançá-lo com três parceiros ao mesmo tempo, é obra.
Há uns anos atrás aprendi a dançar tango argentino. Era uma boa aluna, promissora, segundo os responsáveis pelas aulas. Ofereceram-me um curso intensivo com bailarinos profissionais argentinos e o ponto alto do final do curso foi um jantar dançante no mítico Café Majestic, no Porto, com direito a homens de plainitos e mulheres com vestido pretos com rachas até quase à cintura!
Depois, já não sei muito bem porquê, deixei de ir. Deu-me para a malandragem, talvez... não sei. Só sei que de repente me deu uma saudade e uma vontade doida de voltar aos "oitos", aos "boleos", às "sacadas"... fiquei com vontade de voltar aos tangos e às milongas!
Por isso, procuram-se canalhas! mas que não se dêm à malandrice como eu.

Já agora, aconselho o filme e a banda sonora!

sábado, 2 de junho de 2007

Gato malandro...

Pronto, é o divertimento... eu não tive muita sorte, talvez outro gato tenha...

Sigam as istruções e divirtam-se, malandros!


http://www.mamata.com.br/enduro/gato.html

Homenagem ao malandro

Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque


Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais

Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal

Mas o malandro pra valer- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal

Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Bom malandro...


Ei-lo, o bom malandro em acção...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Definição - parte 2

Malandro
Não queremos conotar os malandro e malandras deste blog como pessoas más, desordeiras, ociosas, amigas do alheio e outras coisas que tais... não! Queremos conotá-las como pessoas que levam uma boa vida, que gozam a vida (às vezes até demais), perfeitos "bon-vivant", estrelinhas que nos guiam... enfim, e que fazem umas malandrices de vez em quando. Não daquelas malandrices que afectam directamente as pessoas que os rodeiam, mas das outras, daquelas que são permitidas fazer e que apetece dizer entre um sorriso "ah, malandro...!"; daquelas que nós fazíamos quando éramos pequenos e que nos valiam uma reprimenda ou um belo estaladão que nos virava ao contrário mas que, ao fim deste tempo todo, ainda recordamos com saudade.
Não daquelas malandrices de hoje em dia, porque quem as pratica são, na maior parte das vezes vândalos, pessoas sem moral ou escrúpulos, que não sabem onde a liberdade deles acaba e a do outro começa, que não olham a meios para atingir os fins (que são, na maior parte das vezes, inúteis e estéreis!). Que destroem pelo prazer de fazer mal, só pelo prazer de fazer mal!
Mas desses, não rezarão estas histórias.
Queremos mais malandros dos bons! Mais dias de sol para mandriar! Mais brincadeira e mais malandrice da boa!
Queremos mais e melhores ideias para malandrar!
Queremos sorrir e rir e dizer bem alto:
"Ah, malandro...!"

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Este sim, é um bom malandro...


Sábado, 12 de Maio de 2007, George Michael, ídolo da adolescência de qualquer rapariga na casa dos 30 neste momento, veio a Portugal pela primeira vez e brindou os fãs com um monumental, fenomemal, espectacular e inesquecível concerto. E eu estava lá! É pá, que se lixem as 5 horas de espera para entrar para o relvado e as outras 5 horas de espera até ver o HOMEM a cantar! Que se lixem as dores nos pés e nas costas e a falta de paciência! Que se lixem os empurrões e as pessoas que não sabem as letras ou mesmo inglês! Eu estive lá! Lá à frente como qualquer fanática gostaria de estar!

Ele, o Jorginho, ele é que é um grande malandro... um "ganda maluco"... e um stage man! 2 horas a bombar com os grandes êxitos (e outros não tão grandes...). Flawless - Go to the city abriu a noite, I'm your man e Everything she wants levou ao rubro a assistência e fez saltar todo o estádio de Coimbra, Freedom fechou o concerto numa animação total; depois vieram as lágrimas... ah sim, que eu bem as vi! Careless Whisper ("Descuidados Sussurros" como alguém na fila como eu para entrar, dizia) foi o primeiro encore que, como seria de esperar, serviu para suavizar (ou não...) as despedidas daquela noite.

Ele, o Jorginho, ele é que é um grande malandro... a fazer gestos ao helicóptero que apareceu no imenso video wall por trás dele, no início do Outside...

E anda ele, o Jorginho, a ser julgado lá em terras de Sua Majestade por conduzir sob efeitos do álcool... ele é malandro de mais para isso, ó gente! É pá, ele nem deve conduzir! Deve ter motorista... mas enfim.

Havia um cartaz atrás de mim que dizia "25 years waiting for you". Eu só espero que ele não leve tanto tempo a voltar cá. É pá, não me apetece nada ir ao concerto dele com os meus netos!

Mas, Jorginho, que nos deste um grande presente, deste! Malandro ou não... os fãs adoram-te!

You lazy boy!

Ah malandro!

É... é assim que em princípio acabarão as reflexões neste blog. Ou não... logo se vê.
Malandros somos todos nós, ai não! Ás vezes por conveniencia, outras por malandrice mesmo. Malandrice no sentido do "eh pá, não me chateiem que eu hoje não mexo uma palha!"

Ah, sim, pois... o "eh pá" também vai andar por cá muitas vezes. É vício (mau, diga-se desde já) e é daqueles difíceis de largar... mas ajuda à linguagem vernácula.

Vamos ver se a malandrice toma conta do blog ou se, pelo contrário, os malandros se mexem!

Definição

malandro

deriv. regr. de malandrino s. m., pleb.,
homem da ralé;
patife;
vadio;
gatuno;

adj.,
madraço;
preguiçoso.


in Dicionário Universal Texto Editora