quarta-feira, 15 de agosto de 2007

ACANAC - parte I


ACANAC – a unicidade e a multiplicidade

31 de Julho, a data que marcava o início de uma experiência para a qual partíamos com uma determinada expectativa e que esperávamos todos que fosse, em muito, superada. Até 6 de Agosto, tudo poderia acontecer.

31 de Julho foi o dia em que começou a Grande Festa da Comemoração do Centenário do Escutismo com o Acampamento Nacional. A primeira reacção do Clã S. Francisco Xavier do 521 Senhora da Hora foi quase de “tirem-me daqui!”: o local que nos tinham destinado não era o melhor, na realidade era pequeno para a nossa tenda, era tarde e o tempo esgotava-se, o calor e o pó eram um transtorno… mas logo a “Comissão de Boas Vindas” mostrou-se através do Agrupamento de Guimarães. A partir daí as coisas só poderiam começar a correr bem… E assim foi.

Dizem os entendidos que os obstáculos só nos tornam mais fortes e o Hike, com todas as contrariedades, todos os descontentamentos e todos os problemas que surgiram, serviu exactamente para isso, fortalecer-nos pela superação dos obstáculos e fortalecer ligações. Depois disto, qual fome? qual sede? qual “hike” maçada tão grande! Venham mais! (mas não, não vieram… não nos “deixaram”…)

Somos todos diferentes e vimos todos de realidades diferentes. Foi isso que se notou nos dias que se passámos juntos neste Acampamento e com estas diferenças só temos a aprender, quer seja o que de melhor se faz, quer seja o que não queremos fazer de futuro…

Mas uma coisa é certa, ninguém nos tira o pó, o calor, a fome e a sede, o cansaço, mas acima de tudo, a união, as memórias que perdurarão e as amizades feitas, a experiência única. Ninguém nos tira o facto de termos sido parte integrante da História deste Movimento. Ninguém nos tira o facto de pertencermos a este grande movimento que é o CNE e agora de uma forma renovada!

Hoje já recordamos com saudade o que se passou há 2 semanas atrás. Resta-nos mater viva a memória (e a Chama) através da partilha. Assim esperamos…

domingo, 15 de julho de 2007

Shine

Estes rapazotes são do meu tempo... agora estão de volta... e até que a letra me diz alguma coisa...


You, you're such a big star to me
You're everything I wanna be
But you're stuck in a hole and I want you to get out
I don't know what there is to see
But I know it's time for you to leave
We're all just pushing along
Trying to figure it out, out, out.

All your anticipation pulls you down
When you can have it all, you can have it all.

So come on, so come on, get it on
Don't know what you're waiting for
Your time is coming don't be late, hey hey
So come on
See the light on your face
Let it shine
Just let it shine
Let it shine.

Stop being so hard on yourself
It's not good for your health
I know that you can change
So clear your head and come round
You only have to open your eyes
You might just get a big surprise
And it may feel good and you might want to smile, smile, smile.

Don't you let your demons pull you down
'Cause you can have it all, you can have it all.

Hey let me know you
You're all that matters to me
Hey let me show you
You're all that matters to me.

Hey let me love you
You're all that matters to me
Hey so come on yeah
Shine all your light over me.


"Take That" malandros!


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Vivam os fins de semana!

Ah, fim de semana, fim de semana...
Fim de semana rima com a arte de não fazer nada, ie, de malandrar. Bem, não rima... mas é verdade!
Este foi um fim de semana como já não me lembrava de ter. Malandrice quanto baste, isso sim, mas desta vez foi um bocadinho diferente. Não foi um daqueles fins de semana passados inteirinhos em frente à televisão, esparramada no sofá, a passar pelas brasas nos (enormes!!!) intervalos de qualquer coisa que esteja a dar na TV, com o tabuleiro munido de víveres para poupar a ida à cozinha (que é sempre longe que se farta para quem está a malandrar...) Este fim de semana não. Eis-me a levantar cedo no sábado, a ir à feira ver as novidades sempre na moda dos ciganos (quem é que não vai à feira só para ver as novidades dos ciganos? não havia nada de especial, digo-vos já) e depois do périplo rapidíssimo pelas bancas dos gitanos, eis-me a caminho da praia, para quê, para quê? para nada! para ir lá espreitar a areia e confirmar se o Verão já chegou ou não. Não, não chegou. Parece que ainda está a fazer as malas lá no destino longe onde está e primeiro que já chegue... pfui, com as escalas que tem de fazer, só lá para o Outono... Pois, fim de semana, feiroca, passeiozinho na praia, saladinha na esplanada e depois, mais esplanada para café e sumos até ao final da tarde numa boa companhia.
Domingo foi mais voltado para o sofázito... sim, que o Leo merece um bocadinho... Mas ainda assim, foi de uma forma diferente das outras. Mais movimentada, com direito a uma rápida visita ao Shopping (SOCORRO!) para comprar mantimentos. E a noite com os amigos fechou em beleza uma semana de cão e deu ânimo para uma semana de cachorrinho que começa.
Vivam os fins de semana! Devia haver um feriado a comemorar os fins de semana! Principalmente os que são passados na malandrice e no triângulo de sobrevivência de domingo (sofá/comando/tabuleiro)
Venham os fins de semana, já agora de sol!
Deixem-nos dizer que não fizémos nada no fim de semana e pensar "Ah, malandro...!"

sábado, 16 de junho de 2007

O tango e a malandragem

Dei por mim a pensar no que me fez a malandragem...

Alguns de vós de saberão que eu sou (ou melhor, fui, ou melhor ainda, gostaria de continuar a ser...) um bicho do palco. Já lá vão uns anos que não piso um palco a sério e que não faço nada a sério. Os tempos em que representava, dançava e cantava já lá vão. A oferta mais próxima que tenho hoje em dia é a dos míseros palcos que os Karaokes têm. Sim, confesso, sou Karaokiana, pouco convicta neste momento, mas lá vou passando uns serões agradáveis com os amigos à volta de um microfone e de uma televisão. Esta é um visão um bocado deprimente da coisa, que na realidade não é bem assim... aquilo chega a ser uma paródia, para nós Karaokianos!

Voltando ao tema, dei por mim a pensar no que me fez a malandragem quando um destes dias vasculhava no YouTube (site maravilha!) filmes sobre Tango - sim, tango argentino, pois claro! aquele dos canalhas, dos ciumentos, dos amores e desamores, aquele de arrebatar qualquer um que o dance, esse! - e eis que encontro um filme, ou melhor um excerto de um filme, que por acaso foi o que me ficou retido de todo o filme "The Tango Lesson". Nesse excerto, a actriz principal, Sally Potter, dança com três outros personagens, simultaneamente. O tango chega a ser uma dança muito rápida e intrincada até, e dançá-lo com três parceiros ao mesmo tempo, é obra.
Há uns anos atrás aprendi a dançar tango argentino. Era uma boa aluna, promissora, segundo os responsáveis pelas aulas. Ofereceram-me um curso intensivo com bailarinos profissionais argentinos e o ponto alto do final do curso foi um jantar dançante no mítico Café Majestic, no Porto, com direito a homens de plainitos e mulheres com vestido pretos com rachas até quase à cintura!
Depois, já não sei muito bem porquê, deixei de ir. Deu-me para a malandragem, talvez... não sei. Só sei que de repente me deu uma saudade e uma vontade doida de voltar aos "oitos", aos "boleos", às "sacadas"... fiquei com vontade de voltar aos tangos e às milongas!
Por isso, procuram-se canalhas! mas que não se dêm à malandrice como eu.

Já agora, aconselho o filme e a banda sonora!

sábado, 2 de junho de 2007

Gato malandro...

Pronto, é o divertimento... eu não tive muita sorte, talvez outro gato tenha...

Sigam as istruções e divirtam-se, malandros!


http://www.mamata.com.br/enduro/gato.html

Homenagem ao malandro

Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque


Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais

Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal

Mas o malandro pra valer- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal

Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Bom malandro...


Ei-lo, o bom malandro em acção...