quarta-feira, 4 de junho de 2008

Malandragem, a quanto (não) obrigas...


Ai, a malandragem... que remédio, teve de ficar na prateleira no passado fim-de-semana. É que o chamamento foi mais alto do que a vontade de mandriar.
Sábado à noite foi uma nocturna, isto é, uma caminhada à noite, claro! Foi em Santo Tirso. Começámos às 21h05, marcadas no relógio dos Paços do Concelho e lá fomos nós, algumas dezenas de caminheiros, monte acima, mato adentro e monte abaixo. Dizem eles que passámos pela Quelha da Pessega, Lomba, Abelha, S. Miguel, Capela de Sto António, Monte Padrão, Monte Córdova de Baixo, Igreja de Sta Cristina do Couto e de volta à Câmara Municipal, de onde tínhamos partido. A contagem, por alto, foi de 20 km. O tempo percorrido foi de 5 h certas, isto porque chegámos à Câmara e o relógio marcava as 2h05. Pontaria!
Como se isto não bastasse, domingo rumei à Serra de Valongo, desta vez com os meus Caminheiros, para um dia de escalada, rappel e slide. Consegui um momento de malandrice à hora do almoço, recostada a uma pedra, a descansar os pés e o corpo. Foi este o momento de malandrice do fim-de-semana... o único.
Portanto, malandros e malandras deste país, perdoem-me a falta de ócio! Mas teve MESMO de ser... prometo voltar à malandrice em breve.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Expo'98 - 10 anos depois



22 Maio 1998 – 22 Maio 2008

Pois é, faz hoje 10 anos que abriram as portas, pela primeira vez, da Expo’98. Grandioso evento e grandiosa festa promovida por Portugal. Ninguém acreditava que fosse possível realizar semelhante exposição, ninguém acreditava que fosse possível recuperar uma parte degradada da cidade, ninguém acreditava que se conseguissem cumprir os prazos ou até mesmo que fosse o sucesso que foi. Recordo as imagens que vi na televisão do primeiro dia, mas gravadas na mente, pela presença, estão as do último dia na Expo.

Neste pequeno país acolhemos todas (ou quase todas) as nações do Mundo num convívio sem igual e, para além disso, mantêm-se as memórias e os lugares. Ao contrário do que se havia passado em Sevilha, a zona cresceu e modificou-se, a cidade evoluiu e cresceu mas manteve viva e permanente a memória da Expo. Ficou, para além do mais, o marco para os incrédulos. Aqui foi a Expo e sim, foi um sucesso!

Recordei hoje o jingle da Expo. E já lá vão 10 anos…

Ah, malandros, que saudades…

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Liberdade!


Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos.
Foi o tempo que doía com seus riscos e seus danos.
Foi a noite e foi o dia na esperança de um só dia.


Manuel Alegre

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Frase do dia


Gosto tanto do meu trabalho que sou capaz de ficar horas a olhar para ele!


(A malandrice no seu expoente máximo...)

sábado, 5 de janeiro de 2008

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Monólogo de uma Mulher moderna...

Ai a preguiça, a preguiça... a malandrice, a mandriagem e afins...

É... deu-me assim a malandrice de vir aqui deixar as minhas coisas. Poderia ter feito um comentário a uma notícia que li num jornal, aqui há umas semanas, sobre terroristas islâmicos condenados pelos acontecimentos na vizinha Espanha, e que foram condenados a não-sei-quantos MIL anos de prisão. Ora isto em Espanha, porque se fosse aqui, atrever-me-ia a dizer que "Sim senhor! mas daqui a meia dúzia de anos estão cá fora por bom comportamento..." porque, infelizmente, este é o sistema penal que temos. Temos pena!

Mas não! Desta vez ponho a crítica social de lado e partilho com quem queira ler um monólogo que me chegou por mail e com o qual eu muito me identifico, pois claro!

Aqui vai ele. Disfrutem, malandras!


São 5.30H da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje.

Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores. Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de pôr o cérebro a funcionar.

Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?

Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos. A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.

Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de crédito, a Internet!

Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!

Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre vamos conquistar o nosso espaço! Que espaço?! Que caraças!

Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!!

Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem à frente dos amigos e agora?

Onde é que eles estão???
Nosso espaço???!!!

Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.

Essa piada..., acabou por encher-nos de deveres.

E o pior de tudo acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!!

Antigamente os casamentos eram para sempre. Porquê?

Digam-me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos?

A quem ocorreu tal ideia?

Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Além de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manha desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.

E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no trânsito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!

E olhem que tínhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!!

Que desastre!

Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira?? Basta!!! Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!

Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demonstrá-lo a eles??

Ai meu Deus, são 6.10H, e tenho que levantar-me da cama...

Que fria está esta solitária e enorme cama!

Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente no sofá e me diga: Meu amor não me trazes um whisky por favor? Ou: O que há para jantar? Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.

Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?

Não minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais....e idiotas!

Estou a falar muito seriamente:
ABDICO DO MEU POSTO DE MULHER MODERNA !!!
E DIGO MAIS: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!


Nem mais!